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  • Alma 9:30 pm em April 30, 2015 Link permanente | Faça login para deixar um comentário  
    Categories: contos fantásticos ( 18 )

    E FOI ASSIM…

    No bairro da Fé onde vivo há mais de duzentos anos, sendo os últimos cem anos em total solidão, andou acontecendo muita coisa estranha que merece ser relatada. Primeiro foi o caso do tio Atílio que tinha uma estatura normal, um pouco mais alto que os irmãos, mas dentro da normalidade e que depois de comer umas folhinhas que nasceram no poço da casa de d. Jenu, só para implicar com as crianças que viviam dizendo que tudo era veneno por conta de umas manchas cor de rosa que nasceram no pelo da gatinha Doroteia que antes era branquinha feito algodão e que agora estava toda cor de rosa mais parecendo um algodão doce, e tudo por causa de um tal chá que a gatinha bebera sem querer. Pois é, e o tio Atílio comeu as tais folhinhas e danou a crescer que já estava com mais de dois metros e meio de altura e só parou depois da procissão pra Nossa Senhora dos Desvalidos e da promessa que madrinha fez e que ninguém nunca soube qual foi senão não funcionava. E agora esse sumiço da madrinha que ninguém sabe explicar…
    A coisa foi ficando assim muito esquisita. Já era a segunda vez que Tininha acordava no meio da noite pendurada no lustre do quarto, e era uma dificuldade tira-la de lá. Da primeira vez foi relativamente fácil, o tio Atílio estava em casa e alto como ele era nem precisou subir em nada, mas da segunda vez quando ouvimos os seus gritos e corremos para o quarto das meninas foi um susto só. Tininha não só estava pendurada no lustre como estava de cabeça para baixo. Ela não se lembrava de como tinha ido parar ali daquele jeito. Ainda bem que ela sempre foi uma menina magrinha caso contrário o lustre já tinha se espatifado no chão e a cena daquela noite seria trágica e não engraçada. Mas não era esse o caso, o grande problema além de tirá-la lá de cima era descobrir como ela foi parar lá.
    Depois de muita conversa e opiniões das mais absurdas, entre elas a de amarrar Tininha na cama e outra de amarrar um peso nos pés da pobre menina, resolveu-se que faríamos uma escala de pernoite para vigiar Tininha. Ah, e só pra completar, nós tiramos Tininha do lustre fazendo um aparador com o cobertor e e ela se jogou do lustre e caiu certinho no meio do coberto e como chorava a coitadinha… Ela sempre foi uma criança diferente, apareceu assim de repente na casa de D. Inês ainda bem pequenininha, foi criada como filha e D. Inês nunca gostou muito de falar do acontecido pra mais de sete anos. Dizem as más línguas que ela era fruto de um amor proibido entre dois irmãos que morreram por conta desse amor e que uma ama tinha trazido a menina no meio da noite para D. Inês para que a família não lhe fizesse nenhum mal, e é claro que ninguém acreditava nisso, pois ela era uma criança como qualquer outra daquela casa, quer dizer não tinha nenhum rabinho de porco ou coisa parecida…as pessoas é que falavam demais… A primeira noite foi sorteada para madrinha. D. Inês era madrinha de quase todas as crianças da casa e da redondeza toda, porque, modéstia À parte nós éramos uma comunidade muito fértil e o que nunca faltou foi criança pra batizar e acabou que D. Inês ficou sendo a madrinha oficial, primeiro só da família, depois do bairro toso e isso era muito prático pois, ninguém se melindrava com essa história de escolha de madrinha…
    Madrinha colocou a cadeira de balanço bem no meio do quarto debaixo do lustre e de frente para a cama de Tininha. Sentou seus noventa e oito quilos na coitada da cadeira que gemia aos movimentos dela; achou que desse jeito poderia dar conta de vigiar cada movimento da menina que dormia feito um anjinho. E era isso mesmo que a menina parecia ser com seu corpinho franzino e o olhar mais doce que um mortal podia ter; mas foi o tempo de uma cochiladinha de nada e pronto lá estava Tininha dessa vez em cima do guarda-roupa… Pula Tininha, pula que eu te aparo dizia a madrinha se sentido culpada pela cochiladinha e Tininha pulava pois, que já estava ficando acostumada com essas situações e num colo macio feito aquele qualquer um pulava, era um colo de confiança. E a escala continuou pela semana afora, mas era só bobear um instantinho que Tininha aparecia emboletada em algum móvel da casa de preferência os mais altos.
    É interessante como as pessoas se acostumam com tudo. Tininha já estava craque em descer de armários, lustres, prateleiras, estantes e já se deixava umas escadas em alguns lugares estratégicos da casa para evitar algum acidente. O que o pessoal da casa não tinha percebido, pois que a noite todos dormiam, menos eu é claro, é que Tininha não usava mais escadas ou cadeiras para descer dos móveis, ela simplesmente planava e tão suavemente que não se ouvia nenhum barulho. No início ela voltava para a cama e dormia de novo mas uma noite estava sem sono e abriu a janela, a noite cheirava a jasmim, o perfume viajava do outro lado da cidade até sua janela e Tininha respirou fundo tão fundo que seu peito se encheu e seus pés saíram do chão e Tininha balançou no ar feito uma folhinha que o vento leva sem destino, primeiro rodopiou pelo quarto num voo tímido e bem lento testando o próprio corpo e depois mais segura alcançou a janela e bem, uns disseram que virou anjo outros que foi raptada pois que anjo não existe, outros falaram em arte do demônio ou coisa de Deus e ouve até quem arriscasse a dizer que os jovens amantes proibidos foram perdoados por Deus e vieram buscar a filhinha que era só um anjinho nessa história maluca. H á quem afirme até hoje que eles vinham durante a noite visitar madrinha e traziam doces angelicais desses que não engordam, feito os doces da negra Zeinha, que era para um dia poderem leva-la com eles e que é por isso tudo que a madrinha perdeu aquela banha toda e já estava até dando uns pulinhos mais altos na esperança de alçar voo até que ela sumiu do quarto…E eu fiquei aqui sozinha, enfincada nesse jardim pois ela era a única que ainda falava comigo depois que eu bebi aquele chá de folha roxa do quintal de D. Jenú que era pra ser calmante mas que fez eu criar raízes que me prenderam a essa terra de doidos para sempre. E foi assim…

    Leila Vieira da Silva Baptista.

     
  • Alma 9:22 pm em April 29, 2015 Link permanente | Faça login para deixar um comentário  
    Categories: contos fantásticos ( 18 )

    Epitáfio
    Quando eu morrer gente quero nascer árvore
    Por favor me enterrem bem no alto da colina
    E minhas raízes serão tão fundas
    Que penetrarão o coração da terra
    Solidão? que nada…
    Eu terei galhos fortes e folhas viçosas
    Florirei na primavera
    E gerarei muitos frutos antes do inverno
    Quando o inverno chegar
    Agasalharei muitos pássaros
    Mil borboletas voarão até mim
    Para em mim depositarem seus ovinhos
    E eu protegerei seus casulos
    Enroscados em minhas folhas
    E quando borboletinhas nascerem
    Elas irão contar ao mundo onde eu moro
    E no verão todos virão desfrutar de minha sombra
    E eu viverei para sempre
    Com minhas raízes profundas
    Plantadas bem fundo no coração de vocês
    Solidão? Que nada…

     
  • Alma 5:55 pm em April 29, 2015 Link permanente | Faça login para deixar um comentário  
    Categories: contos fantásticos ( 18 )

    Os poemas ou contos enviados ao público do jeito que foi descrito devem ser anônimos ou assinados ou com a informação do site ou apenas o poema…

     
  • Escrotevaum 5:48 pm em April 28, 2015 Link permanente | Faça login para deixar um comentário  
    Categories: contos de aventura ( 1 )

    Olá. Meu nome é Escrotevão, tenho 45 anos e sou casado há 20 com Irene. Sou funcionário público e preciso, através deste bem intencionado meio de comunicação, desabafar.
    Sou um cara prático. Não acredito em sorte, superstição, nem em Deus. A visão que tenho das coisas é simples e objetiva, por isso, sou obrigado a conviver com comentários injustos referidos a mim. Dizem que “sou mais grosso do que papel de embrulhar prego”, que não tenho papas na língua, e que meu vocabulário é xulo.
    Espero que os leitores não se assustem com o que será escrito, mas à partir deste parágrafo, falarei de modo mais espontâneo, e isso pode gerar algum estranhamento.

    Continua…

     
  • Eros Ioder 3:18 pm em April 27, 2015 Link permanente | Faça login para deixar um comentário
    Tags: amor, coração, dor, Pedaços, sentimento.   

    Categories: contos fantásticos ( 18 )

    Em pedaços
    .
    Perdido na ilusão de amar
    Outra vez retorno a mim.

    A cada amor
    Uma dor.
    A cada lágrima
    Um motivo.
    A cada coração dilacerado
    Um remorso.
    A cada cicatriz, uma lembrança; e outra vez retorno a mim.

    Encontro me em estilhaços
    Recolho me os pedaços
    E ainda assim… Almejo outra dor.

     
  • Sininho

    Sininho 1:53 pm em April 27, 2015 Link permanente | Faça login para deixar um comentário  
    Categories: contos fantásticos ( 18 )

    Amigos 

    Alegram o meu viver
    Discordar faz parte
    Em qualquer parte
    Sinto que é arte
    Amar nunca é tarde.

    Pra sobreviver
    Sigo confiante
    Ás vezes distante
    Meu amor é constante,
    Incessante…

    Por toda parte
    Levo no peito,
    Eles foram eleitos
    Estão aqui dentro
    Cravados em mim.

    Anna Nalon.

    Sampa 27/04/2015

     
  • Sininho

    Sininho 1:14 pm em April 27, 2015 Link permanente | Faça login para deixar um comentário  
    Categories: contos fantásticos ( 18 )

    Estou cansada dessa mesmice da vida. Mas é ela que me carrega todos os dias. Parece injusto?

     
  • Xhex 2:13 am em April 27, 2015 Link permanente | Faça login para deixar um comentário
    Tags: #escritores #AMOR #amador   

    Categories: contos fantásticos ( 18 )

    (bom vou aproveitar que estou inspirada, e deixar um poema…espero que gostem ;) )

    Um amor.

    meu primeiro amor,
    foi assim que a vi,
    ela mesmo com dor
    me olhou e sorriu.

    meu primeiro amor,
    me pegou em seus braços,
    firmou meus pés,
    não deixando eu cair.

    meu primeiro amor,
    começou por um sorriso,
    seus lábios próximos
    e o frio na barriga.

    meu primeiro amor,
    foi assim que eu o vi,
    tão pequenino,
    que o guardei no coração.

    meu primeiro amor,
    espero um dia encontrar,
    alguém que eu possa falar,
    meu primeiro amor foi assim…

     
  • Alma 11:27 pm em April 26, 2015 Link permanente | Faça login para deixar um comentário  
    Categories: contos fantásticos ( 18 )

    Eu tenho um livro de contos que foi publicado a um tempo atrás. Eu poderia usar esses contos no projeto ou teria que ser conto inédito?

     
  • admin 3:43 pm em April 1, 2015 Link permanente | Faça login para deixar um comentário
    Tags: ficção cientifica brasileira, terror   

    Categories: ficção cientifica ( 1 )

    Eu Vim de um Sonho 

    De repente acordei nesse mundo. Um lugar estranho pra mim, um lugar onde as pessoas vivem todo dia da mesma forma. Ninguém parece ter emoção direito. Todos seguem uma especie de diretriz primaria. Alguns dizem que essa diretriz se chama poder, mas só vejo as pessoas passando uma especie de placa de plastico e recebendo itens que elas dizem ser uteis pra elas, não vejo necessidade alguma nisso. Não vejo objetivo desse mundo.

    Eu acordei na Terra, numa família que dizem ter poder. Dizem que sempre morei nessa mansão, e sofro de uma amnesia rara que me faz pensar que vim de outra dimensão. Outros dizem que usei muitas drogas que me deixaram assim. Não acredito neles, eu estou perdida nesse mundo, um mundo em que tudo é obvio e previsível.

    Eu vivia num mundo bem diferente deste, onde a nossa missão era achar nossa alma gêmea. Porém guardiões cósmicos disseram que eu burlei as regras e baniram para esse mundo de tédio. Toda vez que você dorme, você vê cenas do meu mundo. Então me ajude, tente lembrar dos seus sonhos e de seus devaneios. Eles de mostraram em forma de enigma, como eu devo voltar para o meu mundo.

    Relato de Hanna Villaroel, paciente da Dra Valquiria Fúcsia

     
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